Em Rio Brilhante, empresa paulista é multada em R$ 1,47 milhão por incêndio em canavial

A área incendiada perfez 1.470 hectares

Luis Gustavo, Da Redação


Uma das equipes da PMA (Polícia Militar Ambiental) de Dourados realizava trabalhos de orientação nas propriedades rurais do município de Rio Brilhante, durante a fase informativa da "Operação Prolepse" e, quando passava ontem (10), em uma área plantada de cana-de-açúcar percebeu um incêndio, que já havia consumido uma enorme região da lavoura que estava pronta para colheita.

Como ainda é possível realizar a queima controlada, desde que com a licença ambiental do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a PMA localizou o responsável pela queima, que é gerente da empresa, uma empreiteira, com sede na cidade de Lins (SP). Segundo ele, a empresa cultiva a cana-de-açúcar, colhe e vende para uma usina sucroenergética do município de Rio Brilhante e afirmou não saber como se iniciou o fogo, mas que não possuía a licença para queima.

O incêndio ocorria, exatamente, somente na cana-de-açúcar que estava pronta para a colheita e já havia, inclusive, uma frente de colheita mecanizada no local. Assim que extinto o fogo, a equipe realizou levantamentos com uso de GPS e drone, medindo a área incendiada que perfez 1.470 hectares de lavoura queimada. A empresa empreiteira proprietária da cana-de-açúcar foi autuada administrativamente e foi multada em R$ 1,47 milhão.

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